sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Lá fora

o mundo desaba em águas trêmulas, turbulentas e desformes.
Varre com a forte correnteza as inconveniências e declara-se sofridamente.

Ele me entende.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sabem que mais

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
Há alguns amigos que não procuro, basta-me saber que eles existem.
Muitos deles estão lendo isto e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare nem os procure.
Às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me uma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
A gente não faz amigos, reconhece-os!
 
Vinícius de Morais

domingo, 12 de setembro de 2010

A despedida

Estavam conversando havia horas e aquela vontade desconcertante pairava no ar. Aquela vontade já existia há muito tempo, mas ela era muito covarde para assumir.


O telefone tocou e a outra disse:
- Então, vou ter que ir. Te vejo amanhã, na escola?
- Umhum.- ela respondeu com as mãos inquietas querendo tocar sem tocar.


Ficaram paradas olhando para o chão. Não queriam se despedir. Amanhã estava muito longe.
Biii! Bii!
O carro tinha chegado.
- Tá, então, tchau.
Foram se despedir com os dois beijinhos na boxexa, mas, logo no primeiro, se atrapalharam e seus lábios se tocaram.

Se afastaram imdeiatamente com o susto. Se encararam incrédulas por menos de dois segundos e cada uma virou numa direção, completamente confusas e com faces rubras queimando de vergonha.

Ela entrou no elevador do prédio ainda pensando no tão longo e inesperado instante. Sorriu. Tinha o sol em seu peito.

Eu gosto, quando ocê...

dá o que eu gosto quando ocê... faz o que eu gosto quando ocê... 
faz o que eu faço em ocê 
 
cê gosta quando eu... dou o que cê gosta quando eu... 
faço o que cê gosta quando eu... faço o que cê faz e eu 
 
vira eu... 
vira maluco 
vira eu 
vira em doido 
vira eu... 
vira que eu gosto de virar ocê
 
me mata, mata ocê agente nasce todo dia
pra viver melhor 
Gonzaquinha

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O garoto que fumava

O garoto não tinha nada de especial.
Apenas não a notava. E, por isso, a intrigava.

Ele andava sempre com aqueles óculos de armação preta e alguma camisa quadriculada. De alguma forma, as tatuagens do braço e do peito apareciam, mesmo que superficialmente. E fumava. Passava os intervalos no banco, fumando, ouvindo a alguma música de rock no mp3, lendo.

A menina, sempre ao o observar, percebia cada movimento, cada balanço do corpo à música que escutava, cada risada, cada expressão.

Quando ele chegava, a menina ajeitava o cavelo, ensaiava um sorriso e lhe dava bom dia. Ele, ainda sonolento, resmungava um "bom dia" de volta e ia para a cadeira dormir o tempo que pudesse antes da aula começar. Ou, se não estivesse com sono, sairia da sala para fumar até o professor entrar na sala.

Apesar da sua tímidez, é preciso reconhecer que a menina fazia mil e uma artimanhas para que ele, ao menos, a olhasse. Já havia, até mesmo, convidado a sala inteira para uma festa só para ele aparecer e, talvez, perceber a presença dela.

Ela passou a viver para que ele a visse. Estava apaixonada.

Ele, puxava o cigarro e ouvia sua música. Não a notava.

Coração de cristal

Foi isso que disseram dela.
- Coração de cristal! É mais duro do que pedra, aí para quebrar... dá trabalho! E, é tão transparente que posso até dizer o que está pensando.

Não era a primeira vez que lhe diziam isso.
Não é que não quisesse se apaixonar, ou até simplesmente gostar de alguém.
É que, simplesmente, isso não acontecia.
Além do mais, tinha uma dificuldade imensa de esconder o que sentia.

- Ela tem medo.
Cansaram de lhe dizer.

Mas, por que não podiam entender que ela, apenas, não sentia?
Sim. Não sentia. E demonstrava. Se alguém pudesse atrapalhar os seus planos profissionais, não exitava em riscá-lo do caminho.
Fria. Calculista. Racional.

Coração de cristal. Mas sabiam eles o quanto estavam certos.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A descobrida que eu fazeu!

Geeeente!!!! Sabe aquela música baixo astral de funk, adultério? 

>> http://www.youtube.com/watch?v=2SJyblalkis


Na verdade é uma versão de Tédio- Biquini Cavadao!

>> http://www.youtube.com/watch?v=p2WE7VYAd0o


estou chocada! *-*